Arquivo da categoria ‘UPI Rodolpho Bosco-SC’
UPI Rodolpho Bosco - 1º Encontro de Dança das UPI de Santa Catarina
No dia 10 de junho de 2010 a UPI Rodolpho Bosco
visitou a Casa de Arnaldo São Thiago para o
primeiro encontro de dança das UPIs de Santa
Catarina.
Neste dia a interação empolgou a todos. Alunos e
professores da UPI Arnaldo São Thiago
participaram e conheceram o trabalho do grupo de
Bosco que, com mais de quatro anos de história fez
uma bela apresentação.
A UPI Arnaldo São Thiago, por sua vez, apresentou
danças de hip hop demonstrando futuros talentos
em várias idades, fazendo deste dia um belo
encontro cultural.
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UPI Rodolpho Bosco - Projeto Marcenaria
O Projeto Marcenaria da Casa Rodolpho Bosco está
um sucesso! Na fase atual o projeto está produzindo
brinquedos e jogos educativos em madeira.
O sucesso é tão grande que uma escola particular
do município de Itajaí demonstrou interesse na
produção de jogos.
Confraternização e apresentação de Projetos
No dia 06 de maio de 2010, a UPI Rodolpho Bosco esteve visitando a UPI Joana D’Arc promovendo uma confraternização. Na ocasião, foram realizadas apresentações dos projetos “Jump Um Salto Para o Sucesso”, coordenado pelo monitor Marcelo Felix, e “A Banda”, coordenada pelo monitor Willian Oldenburg, ambos da UPI Rodolpho Bosco.
Estes projetos são constantemente convidados para apresentações em todo o Vale do Itajaí, divulgando sempre o trabalho realizado desta UPI.
UPI Rodolpho Bosco - SC
Em Itajaí, Santa Catarina, o Cap.Valmor Raimundo Machado, morador na cidade e que servia no Quartel da Polícia Militar, localizado, então, no antigo Aeroporto, compareceu certo dia à Delegacia local, onde sua atenção foi despertada por Forte choro de criança.
Perguntou de que se tratava e ficou sabendo que o choro vinha de três meninotes, freqüentemente recolhidos àquela delegacia por furtos e uso de drogas. Soube mais: que um deles, apelidado de Satanás, era terrivelmente problemátíco. Pois foi esta a criança por quem o Cap. primeiro se interessou, levou-o ao seu Quartel, onde lhe ofereceu um quarto, sabonete, toalha e roupas, para uma boa higiene e repouso. Daí em diante, colocou-o a trabalhar na cozinha com os soldados, aproveitou-o para servir cafezinhos e para engraxar sapatos. Em breve ele iria ser aprendiz e, depois mecânico. Outros meninos foram agregados ao primeiro, muitos outros, chegando a 100 (cem) o seu número.
Através da Secretaria de Bem-Estar Social de Florianópolis, o Cel Rolemberg, na Sede do LFC-Rio, ficou sabendo do fato. Ele, que vivia em busca de corações devotados à infância carente, pediu relatório a respeito. Então convidou o Cap. Valmor para vir ao Rio. a fim de visitar o LAR.
Dessa visita veio a idéia da fundação do “Pelotinho” Garibaldi junto àquele Quartel de Itajaí. Ali, os meninos receberiam uniformes, alimentação, cursos, que o LAR lhes propiciava; este pagava também monitores para trabalharem com as crianças (desse modo muitos meninos carentes foram aproveitados e hoje são homens de bem, encaminhados na vida). O “Pelotinho” chegou, pois, a desempenhar papel importante na cidade. Mas em 1975 iria desvincular-se do LAR FABIANO DE CRISTO, passando a apoiar-se na Comissão Municipal do Bem Estar do Menor de Itajaí e na Secretaria de Serviço Social de Santa Catarina; sua função fora abrir caminho para o LAR naquela comunidade e revelar pessoas para o serviço abençoado do Bem.
Posteriormente, o Cap. Valmor voltou ao Rio, a convite, para permanecer por uma semana visitando as unidades de 3ª. faixa locais e observando seus trabalhos. Ele era espírita e desejava ajudar melhor os menos favorecidos pela sorte em sua cidade, pois reconhecia que eram muitos os necessitados, dos quais boa parte habitava as localidades de D.Bosco, Matadouro e S. Vicente.
Por isso, ao findar sua visita, foi recebido pelo Cel.Rolemberq para entendimentos, ficando assentado que ele procuraria na sua cidade um local apropriada ao funcionamento de uma unidade de 3ª. faixa, que o LAR iria manter.
Como havia em Itajaí uma grande fábrica de tecidos que entrara em falência, foi solicitado ao JUIZ encarregado desse processo que cedesse ao LAR as instalações da empresa, por empréstimo - tratava-se da Tecelagem Itajai S/A - TECITA.
Assim se obteve o prédio onde funcionara o escritório da mencionada TECITA, abandonado, e necessitando de consertos e adaptações, para o uso pretendido, o que foi feito. A própria comunidade (destacando-se a 4ª. Cia de Polícia Militar de Santa Catarina), alertada para o fato, muito cooperou na capinagem e na pintura do imóvel. Foi, portanto, nesse endereço que a Unidade de Promoção Integral Rodolfo Bosco teve início, à Rua Uruguai, 284, após assinatura de contrato em que o M.M.Juiz responsável representava a “massa falida” referente àquela firma.
As funcionárias da Sede do LAR - Da. Ady Annes Tavares e D.Yedda de Azevedo Paranhos cadastraram as primeiras famílias e matricularam as primeiras crianças no Setor Educacional. E supervisionaram a execução dos trabalhos técnicos e administrativos do início, sendo a primeira Distribuição feita em 05.09.73, para 31 famílias inscritas. Esta Unidade de Promoção já estava autorizada pelo LAR a funcionar, mas só em 14.12.73 teve seu nome registrado em ata de Reunião de Diretoria.
Os primeiras dirigentes da UPI Rodolfo Bosco foram: Capitão Valmor Raimundo Machado (Coordenador), Sebastião Pedrosa Pereira (funcionário mais categorizado, exercendo as funções de Supervisor e de Tesoureiro) e Ari Stant Ramos (Secretário). Entre os outros funcionários dessa época estavam Marisa Vieira (Monitora) e Irene Soares (Aux. Assistencial).
Em 1976, a UPI ainda estava alojada no mesmo endereço. Então um industrial alemão comprou aquela propriedade, para nela implantar uma indústria de máquinas pesadas. Ele foi ocupando o espaço aos POUCOS e marcando prazos para a desocupação da UPI. Desse modo a área de que esta dispunha foi ficando reduzida e insuficiente.
Diante desta pressão, o LAR resolveu que seria buscado e adquirido um outro imóvel, o que não foi fácil, em vista dos preços elevados. Então, procurado, o Prefeito doou um terreno. Este, porém, foi visto pelo Cel Rolemberg, que viajava por lá e que percebeu não ser a área apropriada para construção da UPI, por estar sujeita a inundações. Foi necessário retomar a busca.
Então coincidiu estarem em Itajai o Governador de Santa Catarina - Dr. António Carlos Konder Reis e a funcionária do LAR, Dª. Ady . Esta, juntamente com a então Supervisora da UPI - Zani Augusto dos Santos, conseguiu dele uma audiência. Durante o encontro, o Sr. Governador recomendou ao Prefeito local, Sr. Frederico Olindio de Sousa, que conseguisse outro terreno para o LAR. Ele foi conseguido e doado mediante a Lei no. 1458, de 27.11.75 da Prefeitura da cidade. Embora o terreno fosse melhor localizado, estava necessitando de aterro. D.Zani conseguiu 40 caminhões de barro, máquinas de terraplenagem e trabalhadores da municipalidade e, no, Carnaval de 1976, aproveitando-se a folga de todos, o serviço foi feito .
Em 17.03.76 foi lavrada a escritura publica de doação daquele terreno, ficando então estabelecidos os seguintes prazos, contados a partir desta data: 2 anos para o início e 5 para o término da obra a ser construída. Optando pelo uso de madeira, o LAR apressou a construção, de modo que em 18.11.76 a Supervisora D.Zani podia comunicar que a UPI Rodolfo Bosco já se achava funcionando no novo endereço - Rua José Gall. 170 -Bairro de Dom Bosco.
RAZÃO DA ESCOLHA DO NOME
Rodolpho Bosco nasceu em 17 06.1895, em Florianópolis. Foi alfaiate, profissão que aprendeu quase sozinho destacando-se dos outros alfaites, como excelente. Aposentou-se em 1943.
Então, dedicou-se a estudar intensamente. Transformou-se em Professor de Contabilidade, de Desenho e de Educação Moral e Cívica. No Fórum de Itajaí foi Defensor Dativo, tendo atuado como tal por mais de 50 vezes. Colaborou na reforma do Grupo de Teatro de Amadores, daquela cidade e nele foi diretor, ator e ensaiador.
Revelou-se, ao escrever em prosa e em verso, como filantropo e como pessoa de grande sensibilidade artística.
Tornou-se espírita. Como médium, propiciou benefícios a quantos o procuravam, multiplicando atos de caridade, levado por sua natureza fraterna. Divulgou a Doutrina o quanto pode.
Era casado, em primeiras núpcias, com Da. Eugenia Coutinho, com a qual chegou a ter 4 filhos: Dalmo Bosco, Walmir Bosco, Paulo Bosco e Rubens Bosco Tendo enviuvado, em 1942, ele casou-se de novo. então com Da. Hilda Couto.
Em 23 05.72, uma lesão cardíaca lhe foi fatal e ele desencarnou.
O Cap. Valmor R.Machado escolheu Rodolpho Bosco para patrono da UPI de Itajaí, por “sua marcante atuação na sociedade em que viveu, por, seu espírito de humanidade e seu interesse pelo drama dos humildes”.






