Arquivo da categoria ‘UPI Abigail - DF’
UPI Abigail - Dia do livro
Em comemoração ao Dia do Livro e do Índio, as
crianças foram surpreendidas com as Monitoras e
Professoras fantasiadas para contar histórias e
dançar.
Foi um dia de muita alegria e diversão onde todos
saíram felizes e contando as histórias para os pais
ou responsáveis.
UPI Abigail - DF
Fundação: 05/06/1974
A transferência da Capital do país para Brasília fez com que, em breve, uma legião de necessitados se agrupasse naquela área. Eram os “candangos” e seus descendentes, ou outras pessoas, que para lá foram atraídas por notícias de emprego e fartura que afinal não se concretizaram.
O trabalho pioneiro e relevante dos hostes fabianistas, necessariamente, acabaria por estar representado também na “Capital da Esperança”.
A princípio conseguiu-se um prédio cedido em regime de comodato, por 10(dez) anos, pela Secretaria de Serviço Social de Brasília; localizava-se na cidade satélite de Taguatinga.
Nele, em 05/06/71, houve a primeira Distribuição gêneros e benefícios, estando presentes 20 (vinte) famílias. E considera-se que este foi o dia de fundação da Casa Assistencial, embora a inauguração oficial tenha ocorrido em 30/09 seguinte. O início desta obra do LAR, de grande porte, em Brasília - a maior da localidade, de caráter particular (quando o LAR já era a maior entidade de socorro à infância, em todo o Brasil) foi assinalado por um pedido feito às autoridades presentes, no sentido de que o LAR FABIANO DE CRISTO não fosse confundido com qualquer entidade de seguros e não corresse o risco de ficar descaracterizado.
Quando o regime de comodato chegou ao fim, o LAR FABIANO DE CRISTO tinha um imóvel de sua propriedade em Ceilândia-Sul, onde a Casa está sediada hoje.
RAZÃO DA ESCOLHA DO NOME
Abigail, judia nascida na Grécia, foi noiva de Saulo, judeu nascido em Tarso e considerado patrício romano; isto aconteceu antes que ele se tornasse cristão e se transformasse no Apóstolo Paulo.
Como os romanos dominassem a Grécia e perseguissem os gregos, principalmente os de origem judaica, o pai dela acabou sendo morto por eles, e seu irmão Jesiel foi escravizado. Abigail conseguiu refugiar-se junto a família amiga, em Jope, onde noivou. Ela, porém, desconhecia onde se encontrava Josiel.
Escravo em uma galera romana, ele teve que cuidar de jovem patrício, o ilustre Sérgio Paulo, vitimado por doença contagiosa. E o fez com tal empenho que o doente sarou, mas Jesiel acabou adquirindo a moléstia. Sendo escravo, teria sido jogado ao mar, não fosse o pedido de Sérgio Paulo, agradecido, para que o deixassem na praia, em Jope. Este também lhe recomendou trocar seu nome, para melhor por-se a salvo, caso continuasse vivo. Jesiel tevê a sorte de ser encontrado e tratado por Simão Pedro, o pescador, discípulo de Jesus. Então, tornou-se cristão e, para não comprometer Sérgio, Paulo passou a usar o nome de Estêvão. Fez-se pregador do Evangelho.
Saulo, por sua vez, convicto de que os cristãos eram gente má, perseguia-os implacavelmente. Como rabino que era, conseguiu prender justamente Estêvão, cuja verdadeira identidade ignorava e fazê-lo condenado à morte por lapidação. Insistiu em levar a noiva para assistir à execução da sentença.
Foi assim o reencontro dos irmãos: Abigail reconheceu no apedrejado o seu irmão Jesiel desaparecido. Houve mesmo oportunidade de conversarem, e embora lhe fosse impossível escapar à morte, de tão machucado, Estêvão lhe falou de Jesus e de Seus ensinamentos.
Ao compreender a situação, Saulo abandonou a noiva, tão logo tudo se consumou.
Abigail, ante os dois golpes cruéis que a atingiam, adoeceu gravemente Durante esse período, fez-se cristã. Seu estado agravava-se mais e mais. Quando Saulo, entendendo que ela de nada tivera culpa, e não podendo suportar por mais tempo a ausência da noiva, voltou a procurá-la. Abigail já se despedia deste mundo; puderam conversar muito pouco. Vendo então que perdera sua amada e virtuosa prometida, seu ódio aos cristãos redobrou. Em especial, desejava vingar-se de Ananias, o velho cristão que acabara por converter Abigail. E partiu no seu encalço.
Mas o Cristo o esperava na estrada de Damasco. E da cegueira temporária do corpo, ante a do Mestre, recuperou a vista e foi conquistando aos poucos uma ampla visão espiritual.
Após tornar-se cristão, Saulo escolheu assinar seu nome à maneira romana - Paulo - como homenagem a Sergio Paulo (o libertador de Estêvão, que ele veio a conhecer em Nea-Pafos, na ilha de Chipre, onde aquele romano era Proconsul), e em memória de Jesiel; significar, com isso, que se tornara um e, como que renascido.
Abigail foi, portanto, cristã do primeiro século D.C. - irmã do primeiro mártir do Cristianismo e noiva do maior dos pregadores da doutrina do Cristo. Ela é um espírito de grande luminosidade.
Sem comentários »