Arquivo de Maio de 2008

Projetos Especiais: Projeto Educação do Ser Integral – ESI

Trata-se de uma metodologia educacional para formação de valores éticos universais que, com visão holística do ser humano, utiliza-se de recursos reflexivos e de vivências diversas, objetivando contribuir para a harmonização das diferentes dimensões do homem – física, emocional, mental e espiritual –, ao mesmo tempo buscando desenvolver diferentes linguagens para expressão de sua criatividade.

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UPI José - PA

Fundação: 14/09/1974

upi jose - upi jose

O Sr Mário Barbosa e seu irmão Jaime eram trabalhadores do Centro Espírita “Vinha de Luz”, do Bairro do Guamá, em Belém do Pará. O Centro mantinha no bairro uma obra social que incluía escola primária, cursos para mães, Campanha do Quilo e orientação para jovens. Com o fim de obter apoio para essa obra, escreveram ao Cel. Rolemberg, Presidente do LAR FABIANO DE CRISTO e também da CAPEMI.

Em 1971 a CAPEMI decidiu implantar uma Agência naquela capital nortista. Com esse fim, foram mandados até lá dois funcionários de alta confiabilidade com o encargo de tomarem todas as providências necessárias: - o Sr Joaquim Garcia de Melo Filho Gerente de Produção, e Maria de Belém Monteiro Xavier. Era junho e o Presidente da CAPEMI também iria comparecer quando tudo estivesse pronto para a inauguração da Agência.

Ele pediu que Maria marcasse encontro dele com aqueles 2 irmãos, o qual se deu no aeroporto, à chegada do Cel.Rolemberg.
O local de que eles dispunham não poderia ser usado para desenvolver um trabalho nos moldes de 3ª.faixa, mas o Cel. prometeu que o LAR ofereceria um imóvel em melhores condições, se os irmãos se encarregassem de indicá-lo.

Eles o fizeram logo - à Rua Barão de Igarapé Mirim, também no Guamá. Em julho era comprado o terreno. Em 14/09/71 a Diretoria do LAR aprovou oficialmente a criação dessa Casa Assistencial de 3ª faixa.
Em 22/09 uma equipe de funcionárias do LAR seguia para Belém, a fim de promover a instalação definitiva da Casa Assistencial e de fazê-la funcionar nos moldes previstos, pois o que havia sido possível empreender até então na sede do Centro Espírita “Vinha de Luz” fora apenas entrega de gêneros alimentícios, seguida de aula e de culto do Evangelho, às 5ª. feiras

A equipe ia chefiada por D. Elza Lima, Coordenadora da Casa de Iracema. Em uma semana foi construído o indispensável para início em sede própria, muito modesta. Um ranchinho existente foi consertado para servir à administração e conter o depósito. Em seguida, houve singela inauguração, com uma primeira Distribuição de Gêneros e Benefícios, estando presentes 27 famílias. Era o dia 02/10/71 Nessa fase de implantação a Casa contou com a funcionária Leonice Teodoro.

O pessoal do Centro cooperou bastante, de início; depois, afastou-se espontaneamente
A primeira Supervisora da Casa de José foi Maria Zuíla Pereira Façanha, tendo como funcionárias Venância dos Santos Lima e Yole Vilela, que figuraram na equipe de D.Elza. Anos mais tarde, foi possível erguer, no mesmo terreno, uma Sede bem maior e mais adequada, onde ainda hoje a Casa Assistencial funciona plenamente.

RAZÃO DA ESCOLHA DO NOME

Por ser Maria de Belém Monteiro Xavier natural da Capital paraense e mostrar-se tão dedicada à CAPEMI por ter ela prestado apoio aos pioneiros da organização da Casa Assistencial, nos primórdios de sua implantação; por saber alguma coisa sobre o pai dela, já desencarnado e julgar que ele merecia a homenagem, o Cel .Rolemberg decidira dar o seu nome à Casa Assistencial de Belém, onde o mesmo vivera
Assim, certo dia - já de volta ao Rio – o Presidente do LAR chamou Maria a seu gabinete e perguntou-lhe qual o nome de seu pai. Ela odeclarou, porém, quis saber a causa da interrogação.

- “Pois será José o patrono da Casa Assistencial de Belém” - foi a resposta.
O nome dele era José Drage Xavier. Nasceu em 28/02/1909. Era filho de António Paulo Xavier e de D. Carolina Elisa Drage de Araújo. Simples e muito trabalhador, era homem comum, porém muito moralizado. Teve períodos melhores e piores, financeiramente.
Mecânico de profissão, mostrava-se geralmente otimista. Porém, houve um período de dificuldades financeiras mais sérias, que o levaram a uma doença nervosa grave. Apesar de tudo, quando em seu natural, era uma criatura muito afável. E nunca deixou de ser um batalhador, pela família que muito amava.

Tinha José uma característica marcante, no seu invariável empenho em ajudar pessoas carentes: ele era em Belém o homem que se encarregava de providenciar enterros, caso o defunto não contasse com recursos para tal. Nosso biografado sempre conseguia os meios, e o corpo do pobre lá se ia em seu caixão, por mais pobre que fosse.
Ele desencarnou em 21/03/55, após um infarto.

O Sr. José e D. Edite (sua esposa) tinham visto falecer um filho seu ainda bem pequeno - Roberto. Então, acolheram em seu lar uma menininha muito doente. Trataram dela com amor e cuidado, o que, entretanto, não a impediu de desencarnar logo depois. Era Otília o seu nome.
Pois o Setor Educacional desta C.A. leva o nome de ambas as crianças: Roberto e Otília.

Foto: Família em promoção da UPI José

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UPI Leonor dos Passos - ES

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Fundação: 29/10/1984

Espírito Santo, Junho de 1968. Através do Dr. Antônio Lugon, da Federação Espírita do Estado do Espírito Santo (FEEES), houve o primeiro contato entre o Instituto Leonor dos Passos, desta FEEES e LAR FABIANO DE CRISTO. Era um pedido de ajuda que o primeiro fazia ao segundo, para poder continuar sua atividade assistencial.

Como sempre, o LAR prometeu essa ajuda, desde que aquele abrigo infantil se transformasse em Colméia. Assim, é como Colméia Leonor dos Passos, de Vitória, Espírito Santo, que a instituição aparece em ata da Assembléia Geral Extraordinária do LAR de 09/08/68 (em que houve aprovação de Estatuto deste último). Estava caracterizada como sendo de administração indireta, isto é, conveniada - condição que perdurou até 73.

Nesse ano a FEEES cedeu ao LAR os direitos sobre a Colméia. Ele manteve e melhorou a assistência às crianças, além de ampliar as instalações da Colméia a área ocupada por esta era de 4694 m² (lotes 1 a 9 e 20 a 24), na Vila Cobílândia. O LAR, imediatamente, comprou também os lotes 10 a 19, intermediários, aumentando o terreno em 3 209 m2 . Mesmo tendo passado à condição de Unidade Assistencial de administração direta, a Colméia (agora do LAR) se manteve sob a dírecão do Dr.Lugon, grande colaborador, até que ele teve que reduzir suas atividades, por motivo de saúde (Março/76).

A Colméia ganhou, então, nova Diretoria: Coordenador - Oswaldo Moreira da Silva Paiva (colaborando), Secretária - Hilda Xavier do Nascimento (funcionária). Tesoureiro - João Fernandes das Neves.
A função das Colmeias do LAR era acolher crianças necessitadas apenas durante o período em que os responsáveis por elas não pudessem tê-las consigo. Desse modo, o LFC resolveu, em 29/10/81, mudar seus rumos na localidade: à medida que as crianças voltassem a seus familiares, ou fossem virando adultos, a Colméia de Leonor dos Passos iria sendo desativada para dar lugar a uma Casa Assistencial de 3ª.faixa

Esta Colméia era constituída de 3 Casas-Lares. Quando já havia 2 desocupadas, o LAR começou a implantação, nelas, da Casa Assistencial planejada. Sua primeira Distribuição foi em 09/01/82 e Pedro Corrêa Nunes Neto foi seu primeiro Supervisor (funcionário Chefe).

Haviam sobrado 11 crianças na 3ª. Casa-Lar. Seu desligamento, feito aos poucos, permitiu ocupação da mesma como parte da CA. de 3ª. faixa, que se chama ainda Casa Leonor dos Passos.

RAZÃO DA ESCOLHA DO NOME

Leonor dos Passos era mulher de poucos recursos financeiros, mas rica de recursos espirituais, o que a fez conhecida na cidade como pessoa que socorria o próximo, com absoluta dedicação. Como ela trabalhou no Setor de Assistência Social da FEEES, esse socorro era também material. Mas o que a destacava das demais pessoas era o amor, a ternura, a renúncia, a compreensão, a humildade e a discrição com que o fazia, em gestos de genuína caridade. Sua vida particular era quase desconhecida, não havendo mesmo informações sobre seu nascimento e desencarne, ou sobre seus familiares.

Como a Colméia dirigida pela FEEES foi a origem da Casa Assistencial de 3ª faixa do LAR, em Vitória, decidiu-se acatar Leonor dos Passos como Patrona da CA, levando em conta os poucos dados colhidos a respeito dessa excelente trabalhadora do Bem.

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UPI Irmão Palminha - MG

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Fundação: 14/12/1975

Em Governador Valadares (MG), em 1972, existia o “Instituto Nosso Lar”, que abrigava crianças desvalidas, e estava ligado ao “Grupo da Fraternidade Martha Figner”, que muito o ajudava. Nas duas entidades, o Presidente era a mesma pessoa. Uma carta foi enviada pelo Instituto ao LAR FABIANO DE CRISTO, que a recebeu em 19/09; e pedia cooperação, a fim de poderem ampliar seu atendimento à pobreza da região.

Seguiu-se troca de correspondência e então o LAR prometeu enviar àquela cidade uma Auxiliar Assistencial para fazer um levantamento referente às condições peculiares de cada criança internada no Instituto. Tal pesquisa iria possibiitar separá-las todas por faixa de necessidade, para que fosse dado a cada uma delas o tratamento mais adequado. Pois havia a perspectiva, mesmo, de ser comprado um terreno onde o LAR construisse uma UPI-Unidade de Promoção Integral de 2ª. faixa do tipo Colméia, e uma de 3ª. faixa.

Eli Mota Pinto -Foi a Auxiliar encarregada da tarefa. O exame dos resultados da pesquisa e o da documentação do Instituto, além de triagem das famílias que solicitavam atendimento, levaram o LAR a dar os primeiros passos para a concretização daquela perspectiva.

Uma das primeiras providências foi trazer ao Rio de Janeiro a pessoa que auxiliara Eli na sua tarefa em Governador Valadares, a fim de fazer curso e estágio de adaptação às técnicas usadas no trabalho fabianista - D. Terezinha Teixeira da Costa Ribeiro.
Do Instituto surgiu a Colméia Martha Figner, conveniada com o LAR, que começou com 19 crianças escolhidas entre as já existentes no Instituto. A UPI Irmão Palminha teve início com 15 famílias cadastradas, entre as quais algumas eram as próprias famílias das outras crianças do Instituto, cuja maior carência era a de recursos materiais.

A primeira Distribuição realizada por esta UPI, após a preparação de pessoal e das instalações provisórias - eram parte das instalações ocupadas pelo”Grupo da Fraternidade Martha Figner” - deu-se em 30/06/73, estando presentes 13 das 15 famílias inscritas. Porém o registro da existência da UPI, em ata de Reunião da Diretoria Executiva do LAR FABIANO DE CRISTO, só apareceu em 14/12 daquele ano.

O LAR recebera um terreno em doação, naquela cidade, mas não pode utilizá-lo de pronto, pois ele se achava com a documentação irregular. Para poder contar com um Setor Educacional na UPI, o LAR construiu no Grupo da Fraternidade 3 salinhas e outras dependências indispensáveis a um funcionamento mais completo.

Após a regularização dos documentos referentes ao terreno que o LAR FABIANO de CRISTO ganhara, foi possível construir sua Sede nova, na Estrada da Linha Velha, no Bairro de S. Cristóvão, contando com as instalações necessárias, embora modestas. Sua inauguração foi no dia 09/08/75, quando já atendia a 281 crianças e 98 adultos. Até então, funcionara a UPI no Grupo de Fraternidade, cujos membros lhe deram um grande apoio.

Entre os funcionários iniciadores desta UPI podemos citar. Terezinha Teixeira da Costa Ribeiro, primeira Superintendente, que veio a ser também Chefe na Colméia de Martha Figner; Mariana Silvestre Barbosa (Secretária); Paulo Renato Gay (Aux. Assistencial). Os seus primeiros colaboradores foram: Hilda Freire Cabral (Iª. Coordenadora), Luzia do Vale, Esmilda Ramalho Silva, José Maria e Elvécio Fanni.

RAZÃO DA ESCOLHA DO NOME

O Cel. Rolemberg pediu aos cooperadores do LAR em sua nova unidade(que o eram também do Grupo da Fraternidade) que sugerissem um Patrono para a UPI. E eles escolheram Irmão Palminha para prestar esta homenagem. Trata-se de entidade desencarnada havia muitos anos, um dos mentores dos trabalhos espíritas de materialização e de cura, realizados naquela região mineira, à época dos médiuns Peixotinho e Fábio (vide “Materializações Luminosas”, de R.A. Ranieri) - através dos quais foram muito beneficiadas a população local e muitas outras pessoas, em particular as menos favorecidas economicamente.

Aquela entidade adotara este apelido: Irmão Palminha (considerado pelos espíritas como um grande protetor).

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UPI Irmã Germana - MG

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Fundação: 13/09/1968

Esta UPI-Unidade de Promoção Integral de 3ª. faixa foi criada em Uberaba no ano seguinte ao da fundação da UPI Sabino Lucas(hoje extinta), na mesma cidade, pois esta última já não conseguia atender aos que a procuravam pedindo ajuda, por estar com seu efetivo de inscrições superado.

Havia naquela localidade uma Casa Espírita Bittencourt Sampaio, que atendia aos necessitados de amparo, gente que vivia em grande pobreza. A senhora Celeste Maria da Silva fazia parte desse trabalho. E tomara conhecimento da colaboração surgida entre o LAR FABIANO de CRISTO e a congênere Casa Espírita André Luís - origem da Casa de Sabino Lucas. Ocasionalmente, certo dia, ela encontrou na Comunhão Espírita Cristã de Uberaba o Cel. Rolemberg, da Diretoria do LAR. Conheceram-se ali, onde ambos tinham ido ao encontro de Chico Xavier. Conversaram e sentiram mútua confiança.

Ela solicitou uns caldeirões grandes para a obra em que se empenhava. Ele pediu a ela apoio para implantar outra UPI do LAR em Uberaba.

Assim, foi na Casa Espírita Bittencourt Sampaio que houve as primeiras atividades desta unidade, fundada em 13/09/68. Mais tarde a UPI passou a funcionar em regime de administração direta e veio a usar suas novas instalações, inauguradas em 19/09/70.

Razão da escolha do nome

Irmã Germana de Jesus foi o nome declarado por uma entidade espiritual que se comunicava com o grupo que trabalhava na Casa de Bittencourt, através da médium Adélia Silva Farhat , e que incentivava esse grupo na execução das tarefas, garantindo que seus componentes ainda iriam dispor de uma UPI adequada, onde seria possível executá-las melhor, em benefício dos necessitados. Ela fora enfermeira francesa, tendo atuado durante a 2ª. Grande Guerra Mundial.

Quando foi concluída a construção desta 2ª. Unidade de Promoção do LAR na cidade de Uberaba, estavam os trabalhadores da Casa de Bittencourt reunidos na residência de D. Celeste - presente também o Cel . Rolemberg.

Após uma prece de gratidão, este pediu à anfitriã para indicar um Patrono. Ela sugeriu o nome de Germana, logo aceito por todos os presentes, os quais haviam sentido a proximidade desse espírito amigo, durante a singela reunião.

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UPI Iracema - RJ

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Fundação: 05/11/1968

Esta é a UPI pioneira da 3ª. Faixa de necessidades atendidas pelo LFC . A obra de Fabiano, começada concretamente em marco de 1960 (1ª. faixa) e continuada através de outras soluções (2ª. Faixa - simples abrigos, ou colméias, próprios ou conveniados) não conseguia expandir-se o suficiente para responder à contínua procura de socorro por parte dos necessitados. No começo, isto aconteceu porque os recursos materiais eram ainda modestos, depois, porque os recursos humanos com qualificação específica escasseavam, conforme foi dito no intróito do presente trabalho.

Também não se fazia divulgação da obra, de vez, que, àquela época, devido às características das crianças que vinham sendo amparadas, julgava-se inconveniente levar a público qualquer notícia sobre o socorro prestado, porque isto poderia ferí-las.
Mesmo assim, em 1965 havia na Sede do LAR aproximadamente 70 casos cadastrados de família extremamente precisadas de ajuda.
Na ocasião, a instituição já dispunha de gêneros armazenados em boa quantidade. Eles vinham servindo às Casas de 1ª. faixa e às entidades beneficentes voltadas para a infância carente e que mantinham convênio com o LFC.

Experimentalmente e a título de socorro de emergência, foi feita sinqela distribuição de parte desse alimento àquelas famílias inscritas, em setembro daquele ano. A ocorrência se deu num barracão de madeira de propriedade da CAPEMI, situado no canteiro de obras do terceiro prédio de apartamentos para associados que esta última vinha construindo no bairro do Rocha, Rio de Janeiro, na antiga R. Figueira, 150 (hoje Av. Mal. Rondon, 1196).
Esta experiência, ligada a outras que vinham sendo acumuladas pelos voluntários dedicados à tarefa de Fabiano, desde 1960, foi decisiva - pois trouxe um novo e maravilhoso rumo para o trabalho.

Em 04/11/1965, os trabalhadores tornaram a reunir-se na Sede do LAR, a esse tempo Rua Senador Dantas, 117 - 13o. andar, para fazer uma avaliação dos resultados obtidos e planejar outras distribuições. Estavam presentes Dr. Manoel Carlos Neto Souto, Maj. Jaime Rolemberg de Lima, D. Alda Mazzolene e D. Elza Lima.
Foi marcada para o dia seguinte, 05/11, uma distribuição, e esta é a data considerada de fundação da Casa de Iracema.

Em 17/11 seguinte houve novo encontro dos trabalhadores no LAR, para estudo e aprovação do primeiro regulamento referente ao novo tipo de atendimento, que seria o de 3ª. Faixa.
Em 21/12 foi eleita a primeira Diretoria desta Unidade que surgia, da qual a presente Coordenadora D.Elza Pinto de Siqueira Lima já fazia parte.

O trabalho cresceu muito, fazendo que o local das Distribuições parecesse menor e mais impróprio. Então, o irmão do Dr. Souto (médico da CAPEMI) Sr Horácio - cedeu ao LFC, por empréstimo, uma sala no fundo de sua loja de tintas, à R. Aristides Caire, 353, no Meier, onde o encontro com os necessitados passaria a ser realizado durante certo período.

Enquanto isso, a Diretoria do LAR procurava lugar definitivo, que tivesse amplitude suficiente, pudesse ter pronta utilização e fosse de fácil acesso para os assistidos Um imóvel residencial situado à Rua Sidônio Paes, 284, em Cascadura, na mesma cidade, foi escolhido, sendo decidida, em 03/05/67, a sua compra, por Cr$ 17.500,00.

Em 28 daquele mês era aprovado novo regulamento para a 3a. Faixa.

Foram providenciados recursos para reforma e ampliação daquelas instalações (posteriormente também seriam adquiridas outras propriedades vizinhas, conseguindo-se o espaço indispensável ao crescimento desta Casa Assistencial, o que foi de enorme valia para todo o LFC) .

Logo que foi possível, a Casa passou a receber as crianças pequenas das famílias inscritas, para permanência das 08:00 às 16:30 hs., a fim de liberar suas mães para o trabalho, que lhes era insistentemente recomendado. Muitos desses pequeninos não contavam com pais, e suas mães, não possuindo nenhuma habilidade especial, ou lavariam e passariam a roupa alheia no próprio domicílio, ou teriam que deixar os filhos (bebés, até) sozinhos o dia todo, para irem executar essas tarefas nas casas de outras pessoas, quase sempre distantes, a fim de obterem recursos para a manutenção da família.

Ora, deixar um bando de crianças a sós, em abrigos sempre muito precários, quase sem alimento, às vezes doentes, sujeitas ao convívio e mesmo à agressão de criaturas viciadas ou violentas, a acidentes fatais, a ingerir água suja e refeições deterioradas, era doloroso para as mães e inquietante para os trabalhadores de Fabiano. Por outro lado, muitas mães não dispunham de espaço em casa, nem de água ou ferro de passar. Portanto, a iniciativa do LAR, de acolher na Casa de Iracema os pequeninos durante o horário diurno, era para todos; uma verdadeira bênção.

Futuramente, este setor infantil passaria a ter um cunho educacional, pois os voluntários (e depois os funcionários) teriam preparo técnico. E os pequeninos seriam agrupados por faixa etária, em salinhas onde teriam orientação e atividades recreativas, como nas creches e jardins de infância, ficando resguardados de todo perigo, recebendo alimentação, cuidados com a sua saúde e muito carinho.

Paralelamente, nas reuniões de Distribuição de Gêneros Alimentícios, previamente marcadas, tão logo houve espaço físico, foi possível introduzir elementos novos, e que Jaime Rolemberg de Lima sempre estivera muito interessado em Educação. E chegara a fundar, com outros companheiros, tempos atrás, uma Organização Educacional Espírita.
Além disso, sempre buscara apoiar as pessoas que iniciavam qualquer trabalho neste campo. Também orientava e estimulava todos os jovens sequiosos de saber que lhe cruzavam o caminho. Então, sentiu prontamente que deveria aproveitar as reuniões com os assistidos (a quem já se podia doar também roupas, remédios, etc.) para exercer influência benéfica no ânimo das mães, que iam sendo estimuladas a trazerem seus maridos e os filhos.

Lembrando que os sábios chineses afirmam ser “melhor ensinar a pescar do que simplesmente doar peixes”, passou-se a oferecer às famílias mais que bens materiais e uma refeição durante sua permanência naqueles encontros. Tratava-se de instrução sobre organização do lar, convivência familiar, orçamento, higiene e saúde, uso dos recursos da comunidade e outros assuntos. Os adultos eram levados a refletir sobre temas de ordem moral e espiritual, de vez que grassavam, quase sempre, entre os chefes de família, a desarmonia conjugal, os maus costumes, os vícios mesmo, e grande revolta originada pela sua precária condição econômico-financeira. Estas dificuldades tendiam a separar os componentes das famílias, com prejuízo irreparável para as crianças atendidas. Os pais eram exortados a se firmarem num trabalho honesto que lhes rendesse meios para o sustento do grupo, de vez que haveria um momento em que teriam de prosseguir sozinhos, sem a ajuda do LAR, para que este tivesse como amparar outras pessoas.

Um grave problema, porém, preocupava todos: o dos adolescentes e pré-adolescentes, que relutavam em permanecer no domicílio pela falta de espaço que o caracterizava, pela ausência dos pais e irmãos menores, pelo surgimento de outros interesses (atração pelos malandros, contadores de vantagens e eivados de vícios, criminosos, talvez).

Estimulava-se os pais a fazê-los frequentar escolas públicas, dando-se-lhes algum material escolar e peças de uniformes; mas muitas vezes as escolas ficavam distantes ou eram de acesso difícil.

Seria excelente se o LAR pudesse atraí-los à CA nos horários vagos, para infundir-lhes segurança, oferecer-lhes esperança de realização, incutir neles espírito de religiosidade, ensinar-lhes a maneira de conviver com seus semelhantes, estimulá-los ao estudo, dar-lhes iniciação profissional, conscientizá-los de suas responsabilidades quanto a ajudar suas famílias no esforço de recuperação, para alcançarem juntos uma posição mais estável dentro da comunidade.

A Casa de Iracema contava com rudimentares oficina e curso de corte e costura, em que era, aproveitado o mais leve indício de gosto, pendor ou possibilidade que as mães assistidas pudessem apresentar para o preparo de roupas infantis destinadas às crianças que frequentavam a CA. Isto foi o núcleo de onde sairia, mais tarde (27/03/68) uma Cooperativa de Trabalho e Ensino, que se ampliaria bastante, dando a essas mães a oportunidade de ganhar ali algo para o sustento de suas famílias, e às jovens permitindo fazer seu aprendizado profissional. Mães e filhas - as melhores tornaram-se mesmo funcionárias, pois essa oficina-escola e de produção passou a fabricar peça de vestuário para o LAR, a CAPEMI e a CAVADI.

Mas o primeiro curso profissionalizante da Casa de Iracema e de todo o LFC foi montado dentro do DESUR-Depósito de Suprimento e Recuperação, onde se armazenavam os gêneros alimentícios destinados a todas as Casas Assistenciais e onde eram consertados os móveis e outros objetos recebidos em doação, sendo em seguida, entregues aos beneficiados pela Instituição. Esse primeiro Curso foi o de Marcenaria e Estofaria. Nele se aproveitava, como “Mestres”, os profissionais encarregados daqueles consertos.
Logo outras oficinas surgiram, utilizando os novos espaços úteis conseguidos, nas quais o ensino era proporcionado por profissionais com especialização através do SENAI, com o qual o LFC estabeleceu convênio, a fim de que os jovens que passassem por elas recebessem, ao final de um certo tempo, um certificado referente à sua aprendizagem.
Uma das oficinas mais novas da Casa de Iracema a de prótese, que oferece ensino teórico treinamento, e produz para assistidos e para clientes do Gabinete Odontológico de propriedade do LAR.

Até mecânica de auto pode ser ensinada. O LAR havia montado na C.de Iracema uma Ofimau - Oficina de Manutenção de Automóveis, onde as muitas viaturas do LAR e da CAPEMI eram consertadas e pintadas. Ali os jovens aprenderam a conhecer os nomes das suas peças, sua montagem e recuperação.

Com a frequência à Casa de Iracema, antes ou depois de irem à escola pública, os jovens não apenas aprendiam muito, mas alimentavam-se melhor e tinham acompanhamento de saúde. O LAR já dispunha, então, do Hospital da CAPEMI, de seu próprio Gabinete Odontológico e de consultório médico nesta UPI. Ficando em contato com “gente de bem”, que os estimulava e orientava, mudavam seu comportamento, passando a assumir sua parte de responsabilidade dentro da família.

Alguns avançavam em escolaridade, destacavam-se pela inteligência e pelo aproveitamento. Um curso de datilografia foi montado para estes. Mas, às vezes, por dificuldades individuais e falta de apoio em casa (pais sem nenhuma escolarização), saiam-se mal nos estudos. Então, na UPI, criou-se um setor novo para socorrê-los: um curso de recuperação ou - classe de apoio, que os ajudasse a resolver suas dúvidas nos estudos.

Foram também organizados pelos funcionários da UPI Iracema, para esses adolescentes, os “grupos jovens”, nos quais eles tinham oportunidade de debater sobre diversos temas de seu particular interesse, assim, recebendo orientação. Podiam ainda fazer projetos, organizar festas e passeios. Eles se afeiçoavam a esses funcionários e à UPI. Tornavam-se mais dóceis, desembaraçados, dispostos à cooperação e ao entendimento. Adquiriam novas habilidades.

Diante do exposto, vê-se que o LAR FABIANO DE CRISTO, através desta Unidade de Promoção Integral e das que foram criadas em seguida, deu sempre, na medida do possível, um apoio total (ou quase) a essas famílias socorridas, as quais, encorajadas, punham-se logo a caminhar em direção a uma verdadeira recuperação.
A situação e o esforço das famílias eram também avaliados em visitas periódicas, feitas pelos funcionários, que as relatavam à Chefia, oferecendo sugestões sobre providências a serem tomadas pela UPI.

O número de pedidos de inscrição nunca diminuiu. Aumentava cada vez mais. Em vista disso, foi necessário estabelecer critérios para inscrever ou desligar cada família, sendo seu caso estudado como grupo e analisado indivíduo a indivíduo.

Mesmo assim, pelo menos três vezes a UPI Iracema chegou a ter inscrito um número excessivo de co-participantes. E, a cada vez, o LAR criou uma Unidade similar no Rio de Janeiro e em outras regiões do Brasil, sendo instaladas outras unidades de promoção integral onde elas pudessem ser úteis, e qeralmente dentro da área onde a necessidade se concentrasse. E os funcionários ou voluntários que iriam assumir a responsabilidade pelo trabalho em outros locais, inicialmente, pelo menos passavam pela UPI Iracema, onde viviam de perto por algum tempo, os problemas a serem enfrentados; e ali eram observados antes de serem considerados efetivamente prontos para um bom desempenho posterior.

Assim, a UPI Iracema não foi apenas pioneira das Casas de 3ª.faixa do LFC. Foi também criadora dos diversos setores necessários para socorrer adequadamente o assistido. Foi o modelo, primeira grande escola onde alguns dos melhores funcionários fabianistas aprenderam a trabalhar com técnica, mas também com amor, em proveito de todos.

Sim, é verdade que o Prof.Pastorino colocou no chão, para construir o monumento ideal do LAR, primeiro tijolinho. Outros vieram com ele. E alguns como Jaime Rolemberg de Lima (que foi um dínamo funcionando em tempo quase integral),construirá bons pedaços de parede desse monumento de amor. Na Casa de Iracema, por exemplo, temos a Coordenadora D.Elza - uma grande dedicação.

Muita gente, nesses anos todos, colocou na mesmo obra sua pá de massa, sua mão de tinta, seu portal sua lâmpada, para que o todo do LAR FABIANO DE CRISTO viesse a ser o abrigo de tantas crianças e famílias. Abençoados sejam eles sempre.

RAZÃO DA ESCOLHA DO NOME

Iracema, escolhida como mentora espiritual desta Unidade de Promoção Integral, é uma entidade desencarnada cheia de bondade, de humildade, de luz, que esconde sob a aparência de uma indiazinha adolescente, muito brejeira e sempre sorridente. No dizer de D. Elza Pinto de Siqueira Lima, esta é uma homenagem a um espírito muito amigo, muito fraterno, que sempre fez o bem e continua a fazê-lo, “espalhando bondade como quem espalha perfume de flor”.

Iracema é protetora do grupo familiar de Jaime Rolemberg de Lima e muito influiu na conversão deste ao Espiritismo.

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UPI Hercílio-MG

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Fundação: 19/02/1975

Vendo com interesse a instalação de uma UPI-Unidade de Promoção Integral do LAR - tipo 3ª faixa – na cidade de Machado (MG), o Sr. Jorge Eduardo Vieira de Oliveira, prefeito local, oficiou aos diretores fabianistas em 12/05/75 comprometendo-se a doar o terreno necessário e a construir nele as instalações adequadas ao trabalho. A proposta foi aceita, e seguiram para lá duas funcionárias do LAR, a fim de verificarem se havia possibilidade de fazer funcionar a UPI pretendida a curto prazo, mesmo que em instalações provisórias, estudando as condições para a sua implantação.

Posteriormente, houve troca de correspondência. O Prefeito comprometeu-se a ceder, de imediato, as instalações de um Lactário e Posto de Puericultura Municipal, então desativados - não sem antes apressar as indispensáveis adaptações. O LAR aprovou. E, tão logo tudo ficou em condições, ele emitiu a OS nº. 29/76 - de 19/02 - criando a UPI Hercílio, bem como estabelecendo o efetivo de pessoal e a dotação de viaturas, necessários à realização das tarefas.

O BI. 42/76, do LAR, publicou em março os nomes que compunham a equipe designada pelos Diretores para fazer a implantação da nova UPI: Maria de Fátima Belmino Chaves - liderando, Raquel de Souza Rocha, do Setor Educacional, Ivonete da Silva, Glória Maria de Oliveira Moreira, Maria Helena Soares, Sônia da Silva.

Estas últimas ficariam lotadas na UPI Hercílio, sendo Glória a sua primeira Supervisora
Marcou-se data para início do trabalho 20/03/76. Foi neste dia que se deu a inauguração, com presença do Sr. Prefeito (o mesmo de 1975) e de representantes da comunidade local, bem como da CAPEMI e do LAR. Entre eles destacavam-se o Cel Nelson Antunes Cordeiro, Diretor do LAR FABIANO de CRISTO e o Cel. Gothardo José Portela de Miranda, Chefe de Gabinete da Presidência do LAR, substituindo ambos o Cel. Rolemberg , Presidente, impedido de comparecer.

O que deu um brilho especial à cerimônia (que no LAR costuma ser singela) foi a amável presença da viúva do Patrono - Sra. Virgínia Carolina Nannetti Dias, e de seus filhos, que também assistiram à primeira Distribuição de Gêneros e Benefícios realizada em seguida.

A inauguração foi marcada ainda por fatos especiais:
- compromisso de familiares de Hercílio, de cooperarem no desenvolvimento das tarefas usuais na UPI
- compromisso, ainda, de um deles, de ficar responsável pela Coordenação.

Outro fato marcante sucedeu: na ocasião, o Prefeito local formalizou a promessa de doar terreno em área urbana, com dimensão apropriada à construção da sede definitiva da UPI Hercílio, de acordo com as especificações que o LAR determinasse. Por 8 anos esta UPI funcionou provisoriamente no imóvel que lhe fora cedido - o antigo Lactário.

Dentro desse período a Prefeitura fez construir sua sede nova, em terreno com 5686,08 metros quadrados - um imóvel sólido, bonito e funcional embora de linhas sóbrias, quase à beira de um lago artificial, dispondo de vasta área livre: a inauguração foi em 13/09/84. Então, conforme o prometido, a 13/03/87 a Lei Municipal no. 651 determinou a doação do terreno e da construção ao LAR FABIANO de CRISTO. A escritura foi assinada em 06/05 seguinte, presentes o Sr. Prefeito da cidade de Machado, e o Diretor Vice-Presidente do LAR, Cel Pedro Richard Neto, acompanhados por Vereadores, pela Supervisora da unidade e demais convidados.

Foto: Horta da UPI

RAZÃO DA ESCOLHA DO NOME

Hercílio da Silva Dias é o nome do Patrono desta UPI, escolhido por seu empenho em auxiliar - quando ainda encarnado - todos os desafortunados com que se deparava.

Ele era natural da cidade de Machado - MG tendo nascido em 20/03/1906. Filho de Pedro Pereira Dias e de Balbina Josefina da Silva Dias, teve 4 irmãos três homens (Eurico, Astrogildo, Plínio), já falecidos, e uma irmã (Hilda). O Sr. Pedro foi agricultor e possuía uma “gleba agrícola” no distrito de Caiana, em Machado.

Hercílio fez seus primeiros estudos em Machado, mas completou o 2º. grau em Juiz de Fora, no Colégio Grambery. De novo em Machado, foi bancário. Ali conheceu Virgínia Carolina Nannetti com quem se casou em 27/12/29.

Estava em Poço Fundo, como Gerente do Banco Machadense (atual Unibanco), quando seu pai faleceu. Depois da partilha da gleba deixada por este, Hercílio se viu dono das terras chamadas Cachoeira, para onde mudou sua residência, após deixar o Banco.

Decorridos alguns anos de luta no campo, vendeu sua propriedade e comprou outra do mesmo tipo, entre Alfenas e Gaspar Lopes (MG), na qual viveu 5 (cinco) anos. Mas necessitou vendê-la, então, devido aos prejuízos acumulados. Foi residir em Alfenas, para que os filhos pudessem estudar.
Ali, até 1950, trabalhou para um espanhol, comerciante de gado. Depois, voltou a Machado, para uma chácara que comprara. Mal sucedido de novo, Hercílio vendeu-a e foi morar na área urbana, passando a trabalhar em diversas fazendas.

A essa altura, começou a apresentar-se bastante adoentado. Seu filho mais velho (Wagner Nanneti, ex-presidente da CAPEMI, falecido em 2004), transportou-o para o Rio de Janeiro, em busca de recursos médicos inexistentes em Machado. O diagnóstico que lhe fizeram foi câncer no pulmão. Ia ser operado, mas devido à extensão do tumor, os médicos apenas fecharam o campo operatório de novo, desistindo da extirpação. Ele quase faleceu, em consequência de hemorragia.

Tendo melhorado um pouco, foi submetido a radiações por cobalto, que lhe permitiram viver ainda durante 3(três) meses Sofria muito. Pediu então par regressar a Machado, onde passou o Natal de 197 tendo mesmo visitado algumas pessoas queridas durante a ligeira melhora obtida em janeiro fevereiro de 71. Desencarnou em 18/03 daquele ano.

Sua esposa lhe dera 3(três) filhos: Mari Aparecida (que falecera ainda bebé), Wagner e Wander Nannetti Dias.

Ele fora sempre muito generoso e cheio de consideração para com os necessitados; e tanto se empenhou em atender a estes, que acabou por nad deixar para a família. Mas crescera espiritualmente na renúncia de sempre, na resignação contínua e na coragem com que suportou os sofrimentos finais.

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UPI Fraternidade - MG

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Fundação: 13/07/1967

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Na cidade de Três Corações - MG, um grupo de espíritas, na maioria militares, integrantes do Núcleo da Cruzada dos Militares Espíritas local, dedicava-se a atividades assistenciais, organizando campanhas diversas - inclusive a “do Quilo” - para dar socorro a pessoas muito pobres. O grupo necessitou de uma sede, como apoio para suas lides. Construiu um prédio de dois(2) pavimentos, onde viriam a funcionar uma “Casa da Sopa”, com cozinha, depósito anexos, e um “Albergue Noturno”. Ali também realizadas reuniões espíritas. Foi que o Núcleo passou a estar sediado,desde 02/01/65. O grupo pediu ajuda ao LAR FABIANO de CRISTO.

O então Vice-Presidente daquele Núcleo, em março/65, visitando o Rio de Janeiro, encontrou-se com o Presidente da CAPEMI, Cel Jaime Rolemberg de Lima (também da Direção do LAR FABIANO de CRISTO), um Cruzado Militar Espírita como ele. Manifestou-lhe seu desejo de construir para os tricordianos uma escola profissionalizante. E obteve do LAR a assinatura de um convênio de cooperação financeira, como apoio à obra social que vinham empreendendo. De fato, em 24 de abril de 1966 era realizada naquele prédio a que nos referimos uma primeira Distribuição de Gêneros enviados pelo LAR. A instituição mencionada no convênio chamou-se “Casa do Capitão Maurício”, em homenagem ao Patrono dos Militares Espíritas.

Pouco depois, o grupo primitivo dividiu-se: alguns companheiros afastaram-se da Cruzada e com o empréstimo feito por um deles adquiriram 2 terrenos, onde já havia uma construção iniciada, à qual deram continuidade, com o objetivo de montar a Escola Profissional. Eles necessitavam de mais um lote e vinham lutando por conseguí-lo. Foi quando o Cel . Rolemberg os visitou, revelando-lhes, então, que o Dr. Bezerra de Menezes, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, lhe dissera haver em Três Corações um grupo de abnegados espíritas dispostos ao trabalho, com o qual seria possível criar a UPI do LAR FABIANO de CRISTO, de 3a. faixa, local.

Data de então - 13/07/67, a fundação desta unidade que continuou a chamar-se “do Capitão Maurício” at que, em 25/10 seguinte, em reunião, a Diretoria do LAR aprovou a mudança do nome para UPI Fraternidade. Foi construída uma sede pequena.
Após tê-los visitado de novo, o Cel. Rolemberg remeteu-lhes cheque, visando à compra de 6 outros lotes de terreno, para a construção definitiva. Em 2 dias estavam prontas as plantas respectivas.

Na reunião de Diretoria do LAR de 19/06/68 falou-se que a UPI vinha funcionando bem; e seu nome figura na relação de UPI de 3a faixa da Ata de 09/08/68.
A sede nova foi inaugurada em 08/02/69 presentes o Prof. Pastorino, o primeiro idealizador do LAR, e Divaldo Pereira Franco, de Salvador (BA) Já atendia nessa época, a 51 famílias (CIM. 42, d fev./69). Os trabalhos da construção haviam estado sob os cuidados de alguns companheiros ligados à obra desde o início.

A primeira Supervisora da UPI Fraternidade foi Bernardina (Nadina) Maria da Silva; e seus outros funcionários iniciais foram Lavínia Maria Grossi (que no futuro chegou a ser responsável pelo Setor Educacional do LAR), Elaine Fernandes, Lenit labrudi, Ivonilde Barbosa, Sílvia Inês Marques, Neuza Marcelino, Mara Luz Nonato, Wilson Salles, Ana Pinto Duarte, Djanira de Oliveira, Teresa Cândida de Jesus e Edna Oliveira Santos.
Nos primeiros tempos, a UPI contou ainda com estes colaboradores:Maurizil Neves Gonzaga e Hahennderson Vieira, Roque Michels e Fernando Fonseca de Souza.
Em 1970 (março), Nadina foi transferida para Conjunto Operacional de Uberaba - COUBE, sendo substituída por Hâmara dos Santos Andrade.

RAZÃO DA ESCOLHA DO NOME

Quando os seres humanos atenderem ao que prescrever o mandamento maior do Cristo, amando-se uns aos outros…ou seja, quando eles forem mais fraternos entre si, por certo haverá felicidade para todos. Inspirados neste ideal, os trabalhadores da primeira hora desta casa assistencial escolheram para ela este nome: FRATERNIDADE – ideal que a originou e pelo qual os espíritas labutam, querendo vê-lo concretizado. Sonho que se sobrepôs, na escolha, a qualquer vulto humano.

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UPI Francisco Lamego - RJ

Fundação: 07/01/1976

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Na cidade de Campos - RJ havia a Fundação Francisco Lamego, criada pela família da pessoa que lhe deu o nome e que era um homem de recursos; destinava-se a instituição a “prestar assistência às famílias dos ex-empregados das suas usinas e aos necessitados da comunidade” Sua sede estava em fase de acabamento.

Mas os filhos de Francisco Lamego (já então desencarnado) vinham encontrando obstáculos sara concluí-la e colocá-la em funcionamento. Então, os interessados no término da obra procuraram a Direção do LAR FABIANO de CRISTO, em outubro de 1976, vinham propor a entrega da propriedade a esta última entidade, que se encarregaria de levar a tarefa à frente.

Depois de amplo debate sobre as condições de um trabalho conjunta, finalmente ficou acertado que a Fundação entregaria mesmo ao LAR aquele seu patrimônio, ficando a cargo dos fabianistas as atividades assistenciais. Surgiria no local uma Casa Assistencial de 3a. faixa para atender inicialmente, a 50 famílias necessitadas e acolher, desde logo, em regime de semi-internato, as crianças das mesmas - na Faixa de 3 a 6 anos - em suas salas de recreação e adaptação.

Fazendo esta doação, os descendentes de “Francisco Lamego” reconheciam a expressão e o valor do trabalho realizado pelo LFC em todo o Brasil, junto às comunidades extremamente pobres. Eles confiaram, pois, a este, a obra assistencial que estavam construindo,solicitando “apenas a manutenção do nome do seu inspirador - Francisco Lamego - como merecida homenagem àquele que cultivou, em vida, os principias da solidariedade humana”.

A escritura respectiva foi assinada e registrada no Lv. No. 298, a fls. 130, no Cartório do Iº Ofício de Notas da cidade de Campos, no dia 20/12/76. Em janeiro do ano seguinte foram reiniciadas as obras, já visando a adaptar aquelas instalações ao trabalho fabianista de 3a. faixa. Um ano depois, em 07/01/78, houve a inauguração - a última a que esteve presente Jaime Rolemberg de Lima, fundador e dinamizador do LAR, que desencarnaria 10 dias após.

A Casa é bastante ampla, com 2 pavimentos, situada em terreno arborizado e ajardinado, também extenso.

História do Patrono ( escrita por seu filho Fábio Ferraz Lamego)
Francisco Ricardo de Morais Lamego era filho de José Maria de Morais Lamego e de Sophia Violante Jardim Lamego. Nasceu a 03/04/1877 na Fazenda S. Thomé, propriedade de seus pais, situada no Distrito de Venda das Pedras, município de Itaboraí - RJ.

Ainda jovem, passou a residir em Campos, Est. Rio de Janeiro, onde exerceu, durante algum tempo, a profissão de guarda-livros. Mais tarde tornou-se sócio da firma Alves Magalhães & Cia., estabelecida á R. .do Conselho. Alguns anos depois assumiu a direção da Usina S João, dedícando-se, desde então, à indústria açucareira, até quase 2 anos antes de seu falecimento, ocorrido em 24/12/1945.

Foi casado com Maria Isabel Manhães Ferraz, tendo sido o casamento realizado em 25/10/1900.
Dessa união nasceram-lhes estes 3 filhos: Sophia Lamego Torres, casada com José Eugênio de Koch Torres; Margarida Lamego de Camargo, casada com Pedro Franco de Camargo; e Fábio Ferraz Lamego, casado com Carlinda Lamego.

Duas virtudes, pelo menos, caracterizaram sua vida inteira – a honradez e a modéstia. Além disso, buscou sempre prestar assistência a seus semelhantes em estado de necessidade.

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UPi Francisco de Assis - RJ

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Fundação: 05/09/1966

Ela teve origem no Educandário Jesus de Nazaré, localizado no bairro de Três Fontes, em Austin Estado do Rio de Janeiro, onde permanece. Este Educandário prestava assistência aos pobres da região. Socorria-os nas suas necessidades materiais e dava ensino aos seus jovens (inclusive desenvolvendo ensino profissionalizante); buscava também evangelizava-os. O trabalho era executado por um grupo de espíritas, liderados pelo casal Hendemburg Mackensie Córdoba - D. Terezinha, ambos paraenses.

Um poeta nordestino - José Brasil, amigo comum dos dois e do Cel. Rolemberg, propiciou o encontro de ambos com este último, por ver que o Educandário precisava de obter maiores recursos materiais para bem desenvolver sua tarefa, e por saber que o LAR FABIANO DE CRISTO poderia ajudá-lo.

Tendo havido entendimento entre representantes das duas entidades, o LAR logo passou a apoiá-los, fanendo doações de alimentos e remédios. Reunida a Diretoria do LAR, em 05/09/66, ficou estabelecida a vinculação da Casa Assistencial de 3a. faixa, que assim nascia, ao trabalho fabianista, com o nome de Francisco de Assis, e sob a direcão do Sr. Hendemburg.

O LAR começou a construir ali no terreno que cercava o Educandário as instalações novas necessárias ao bom andamento dos serviços e ofereceu
mão-de-obra gratuita e remunerada. Só em 1997, porém, foi que houve a total integração de ambos os grupos de trabalhadores através da adaptação às normas correntes nas Casas Assistenciais fabianistas, do tipo de 3a faixa.

No prédio do Educandário começou a funcionar o CEEBinha, como parte da Casa de Francisco de Assis, filial do Centro de Ensino Eurípedes Barsanulfo - Méier, também do LAR: um preparatório para o Curso Ginasial, e acabou sendo um importante núcleo (mesmo pequeno) destinado a aligeirar os estudos dos meninos assistidos que desejassem redobrar esforços, a fim de que alcançassem outras perspectivas de escolarização mais avançada, em Escolas Públicas.

O CEEBinha, tal como o CEEB, teve muita influência na recuperação das famílias em atendimento, por haver contribuído na formação intelecto- moral e cívica de seus filhos; estava sob a responsabilidade técnica da profa. Betty Pinto e aos cuidados diretos do Prof. George Gilberto Gomes.

Também houve nesta Casa Assistencial uma fábrica de colchões para os assistidos e uma oficina de serralheiro (que fabricava para o LAR e a CAPEMI), nas quais os jovens aprendiam a trabalhar.
Estes ainda foram aprendizes na fábrica que produzia calcados escolares para os filhos das famílias inscritas, nas oficinas de artes femininas, de mecânica de carros, de artesanato em couro, e no curso de datilografia - tudo da Casa Assistencial.

Outro importante papel desempenhado no LAR por esta Casa foi o de líder nas campanhas internas chamadas Mutirão, através das quais esta e as outras Casas Assisteneiais - quase todas - Brasil a fora.
Ele acreditava que tudo o que vive merece amor e respeito - plantas, animais, pessoas. Portanto, era respeitado mesmo pelas feras, e os pássaros e peixes vinham para perto dele, para ouvir-lhe as prédicas - conta a tradição. Francisco desencarnou em sua terra natal, em 1226, na pobreza em que vivera.

Para os não católicos, trata-se de espírito de muita luz, que, em determinada existência, exemplificou: desprendimento das coisas materiais, humildade e uma grande capacidade de amar os homens em geral e a própria Natureza.

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